INOVAÇÃO À VISTA - Atropelado pela tecnologia digital, o cartão de crédito como conhecemos hoje tende a desaparecer
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Foi-se o tempo em que era inviável viajar sem levar junto dinheiro. Mais tarde, a mesma preocupação se transferiu para o cartão de crédito. Na busca de maior segurança e conveniência, vimos de tudo incorporado ao plástico: tarja magnética, holograma, chip. Pois com o tempo até isto ficou obsoleto, e pelo jeito está também com os dias contados. Que ironia: quem diria que o cartão de visitas impresso em papel sobreviveria ao cartão de crédito feito de plástico?

FIM DE CARREIRA – calma, o cartão de plástico morre mas a função vai ressurgir sob outros formatos

O vilão desta mudança radical se chama chip. Até há pouco implantado discretamente nos cartões, ganhou vida própria e migrou. Agora está embarcando em qualquer coisa e lugar. Para cumprir suas funções financeiras, pode se materializar em celulares, equipamentos, veículos, casas, pulseiras, relógios, e até roupas.

A mágica só é possível graças a uma orquestração patrocinada pela alta tecnologia. Ocorre de forma invisível, longe dos olhos do consumidor. Além das modalidades tradicionais, hoje há novidades para despesas menores. Há situações que sequer exigem conferência eletrônica prévia para valores de até R$ 50,00, no caso do Brasil. Para isto, o dispositivo pode ter autorização automática, em função de critérios definidos pela instituição emissora.

CONTACTLESS – este símbolo representa pagamentos sem contato e que dispensam autorização para despesas pequenas.

Mas este é apenas o começo de uma revolução que dá os primeiros passos. De acordo com a Cisco, daqui a dois anos mais de 50 bilhões de dispositivos estarão conectados à internet. Com base nisto, empresas de cartões como a Visa preveem a total desconstrução do plástico. No lugar devem surgir e se desenvolver pelo menos cinco principais frentes de atuação. Algumas delas já existem, mas ainda há um longo percurso pela frente.

PayPal

A primeira é a do e-commerce, que traz maior agilidade para compras online. A partir de um único cadastro no estabelecimento, basta usar login e senha para efetivar uma compra. Ou seja, ficamos livres da chatice de repetir nossos dados pessoais e número do cartão a cada nova transação.

A segunda facilidade chega através dos aplicativos. Eles permitem incluir em um só procedimento realizar um pedido, acompanhar a conta e realizar o pagamento. Isto já ocorre, por exemplo, com aplicativos de taxi como Uber e Cabify, ou em certos apps de reserva de restaurantes.

A terceira tendência atende pelo esquisito nome de “toquenização”. Trata-se do uso de um identificador digital único (token), embutido virtualmente no smartphone. Ele substitui o preenchimento dos 16 dígitos do cartão, data de validade, e código de segurança. Não é para menos que a cada dia mais concorrentes de peso disputam este meio de pagamento, entre eles Samsung, Apple e Google.

A quarta novidade libera usuários fazerem transações diretamente entre seus celulares ou dispositivos móveis, sem intermediários. Isto permite pagar e receber valores em tempo real, e sem arcar com os atuais custos do processo.

TRANSAÇÕES DIRETAS – em breve será possivel transferências entre usuários sem intermediação.

Finalmente, e com certeza o que traz maior impacto, vem aí a internet das coisas. Não é propriamente uma surpresa. Até marcianos distraídos já ouviram falar no assunto. Inclui geladeiras que fazem compras sozinhas para se abastecer. Ou então relógios que processam despesas pessoais dos donos. Ou ainda o acesso a transportes públicos através de totens que captam pagamentos por sinais de pulseiras sem qualquer contato, como já ocorre em Londres.

Quando se trata de viagens, os meios de pagamento eletrônicos precisam enfrentar uma questão cultural, reconhece a própria Visa. Estudo da empresa revela que apesar do crescente número de pessoas que adotam tecnologias para planejar seus trajetos – 83% em 2017, ainda sobrevive uma contradição. É que 77% ainda preferem usar dinheiro para compras ao viajar.

DINHEIRO VIVO – nas viagens a maioria dos usuários ainda prefere comprar “cash”

“Quando programamos uma viagem, nosso foco deveria ser relaxar e nos livrar do estresse”, comenta Regina Botter, diretora de Produtos, Soluções e Inovação. Ela não deixa de ter razão. Quem já viajou sabe da tremenda inconveniência de buscar caixas eletrônicos em lugares por vezes perigosos e circular com muito dinheiro no bolso em ambientes desconhecidos.

VÍCIO MALDITO – como vai ser a vida das pessoas sem um cartão de crédito para chamar de seu?

 

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