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Ironicamente, em tempos de destruição ecológica do Planeta, o marketing da sustentabilidade está em alta. Pega muito bem para empresas e negócios, principalmente do turismo, posicionar-se como “sustentável”. No entanto, a gente sabe que a maioria promete, mas poucos entregam. Há exceções, como o resort Termas Puyehue, localizado na Patagônia chilena.  

Maçãs não costumam cair muito longe da macieira. Da mesma forma, o respeito pelo meio ambiente deste resort não surgiu por acaso. Nasce da própria filosofia do seu controlador, o Grupo Transoceanica. Em sua própria missão corporativa, expressa o compromisso de “criar experiências turísticas que apoiam o desenvolvimento social do ambiente em que operam, cuidam do meio ambiente e deixam um legado”.

A sede, em Santiago, expressa a preocupação ambiental. Instalada em um edifício cercado de 8 mil m2 de área verde com plantas nativas que consomem pouca água, foi projetado com um sofisticado sistema de eficiência energética que reduz a demanda em menos de cinco vezes a de um prédio convencional. Tornou-se referência em respeito ecológico.

O resort Termas Puyehue reflete a mesma filosofia operacional. Situado dentro de um parque nacional no norte da Patagônia chilena, rodeado por um bosque de 107 mil hectares, o hotel está cercado por rios, lagos, montanhas nevadas e um vulcão, permitindo a convivência direta com este fantástico santuário natural onde a biodiversidade é protegida e desenvolvida.

 A história começa em 1907, depois da decisão de construir um hotel para explorar os banhos em águas termais naturais que chegam ali em temperaturas de até 90 graus. Em 1939 o projeto se amplia e nasce o Grande Hotel Puyehue, até que em 1957 o sonho é interrompido com um incêndio que destrói boa parte das instalações. Reconstruído e modernizado, hoje possui 107 quartos de luxo e amplo espaço interno, cercado por varandões que namoram a natureza generosa. O espaço conta ainda com três piscinas termais – duas delas ao ar livre, sauna e fitness center um boliche profissional com seis pistas, SPA, três restaurantes e quatro bares, entre outras áreas comuns. 

Com wi-fi liberado e que cobre toda a área interna, as atividades indoors incluem ainda salão de jogos com sinuca, pingue pongue e pebolim (ou totó, para os cariocas), minigolfe, além de atividades infantis no kids club. Há ainda dez salas com estrutura para encontros de negócios.

 No que este local se diferencia de outros resorts? É que ele não tem uma única vocação, como ser apenas SPA, estação de ski, lugar de banhos em águas termais, boa gastronomia, passeios, trekking, esportes, atividades externas e internas. Ele se destaca justamente pela capacidade de harmonizar todas estas coisas ao mesmo tempo.

 Apresentando-se como um cinco estrelas “all inclusive”, praticamente desconhecido dos brasileiros, o resort fica a menos de duas horas de voo de Santiago à cidade de Osorno. De lá um traslado de 70 quilômetros de estrada em ótimo estado e com vistas panorâmicas leva ao Parque Nacional Puyehue, a 15 quilômetros da fronteira com a Argentina, e 176 quilômetros de Bariloche.  

Mas o grande lance mesmo está do lado de fora. Há caminhadas guiadas ou independentes por diversas trilhas, sem falar em cavalgadas, passeios de bicicleta, 

tênis, futebol, e programa de exercícios físicos outdoor. Some-se ainda, no inverno o transporte diário para o Centro de esqui Atillanca, e no verão, a prática de windsurfe, caiaque, pedalinhos, remo e vela no magnífico Lago Puyehue.

O principal restaurante funciona em regime de buffet, com comida saborosa, variada, e serviço caprichado, onde não faltam sucos naturais, vinhos e demais bebidas, inclusive alcóolicas. Os bares são uma atração à parte, com boa variedade de drinks, servidos por barmen competentes e simpáticos.

O Termas de Puyehue pode não ser o melhor hotel do mundo, mas certamente é um dos que mais chegaram  perto da complexa tarefa de combinar a natureza em seu estado puro com as exigências requintadas e crescentes dos turistas cada dia mais antenados à civilização do século 21.    

  • Viagem feita a convite do resort Termas Puyehue

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Para quem não me conhece, sou Fabio Steinberg, carioca, administrador e jornalista. Trabalhei na área de comunicação de grandes multinacionais, e depois por conta própria como consultor. Um dia achei que estava na hora de me concentrar em escrever. Entre matérias jornalísticas e colunas, já falei sobre viagens e negócios, carreiras e comportamento, fiz resenha de livros e sempre que posso sobre tecnologia e como ela afeta o comportamento das pessoas. Ah, sim, também publiquei três livros e tenho um site com os meus principais textos. Até que resolvi juntar as pontas, da experiência profissional à paixão por temas tão fascinantes e diversificados, em um único caldeirão. Foi assim que nasceu este lugar. Através do jornalismo e experiencia pessoal, minha meta é compartilhar aqui idéias e informações. Espero que goste e volte sempre. Dividir este espaço com você e todos que aparecerem por aqui será não só gratificante, mas uma honra! Um abraço, Fabio Steinberg

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